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Capítulo 13

A EXPANSÃO DA REFORMA PROTESTANTE

A reforma iniciada por Lutero, com suas 95 teses afixadas nas portas da catedral de Wittenberg (Alemanha), se propagou pela Europa. Deus levantou líderes em diferentes países. Citaremos três que tiveram maior destaque:

Ulrico Zwinglio – Ele era cura de uma abadia em um centro de peregrinações da Igreja Romana, em Zurique (Suíça). Homem com ideias avançadas pregava contra as romarias que ali eram feitas, dizendo que tais exercícios religiosos não proporcionavam a salvação eterna. Nomeado vigário da cidade de Zurique, demonstrou ter ideias reformadoras para a Igreja. Sua autoridade sobre a cidade tornou-se muito forte e, quando o delegado papal chegou a Zurique vendendo indulgências (perdão dos pecados em troca de dinheiro), ele conseguiu que o governo local expulsasse o enviado papal. Num debate entre ambos ele defendeu o seu pensamento reformista baseando-se nas Escrituras. Isso resultou que o Conselho da cidade lhe deu liberdade para pregar uma reforma na Igreja, o que levou Zurique a romper sua ligação com Roma. Os seus pensamentos doutrinários coincidiam com os de Lutero, mas nunca houve uma conexão direta entre os dois reformadores.

João Calvino – Enquanto Lutero surgiu como o propulsor do movimento reformista, Calvino foi quem sistematizou a teologia protestante do século XVI. Ele nasceu na França e bem moço ainda se dedicou aos estudos humanistas e jurídicos. Não se sabe quando ele aceitou as ideias da Reforma. Mas, ao divulgá-las, precisou deixar a França diante da forte oposição que teve em seu país. Exilou-se na cidade protestante de Basileia (Suíça), encontrando ali um tranquilo lugar para escrever as suas obras, sendo que a que mais se destacou foi a sua: “Institutas da Religião Cristã”, editada em 1536. Guilherme Farel, o introdutor da reforma em Genebra, convidou Calvino a se estabelecer em sua cidade. Ele tornou-se um líder forte e rigoroso, tanto na área espiritual como na política. Tornou-se o maior propagador da doutrina da predestinação (Doutrina que afirma que Deus já tem determinado que alguma pessoas vão ser salvas e outras não). Esse ensino ocasionou muitas discussões entre os cristãos. Entretanto, ela foi aceita por reformadores da Igreja em diversos países da Europa, como Holanda Escócia, Hungria, França e outros.

Guilherme Farel – Estudou em Paris e tornou-se pregador das teses de Lutero, o que ocasionou forte oposição a ele. Precisou exilar-se e foi para Basileia, na Suíça, indo, depois, para Genebra e introduzindo a Reforma nessa cidade e, após, no cantão de Neuchatel.

A Reforma Protestante em outros países da Europa:

Os países escandinavos: Dinamarca, Noruega e Suécia que estavam reunidos sob a soberania de Cristiano II (15513-1523), déspota culto e simpático ao Renascimento. O rei percebeu que o grande mal do seu reino era o poder dos nobres e dos eclesiásticos. Para limitá-los em suas influências entre o povo, ele introduziu o movimento luterano no país. Para isso colocou o pregador Martinho Reinhard e o conselheiro Karlstadt como propagadores da Reforma em seus domínios. O rei limitou a autoridade dos bispos católicos e liberou o casamento para os clérigos. O seu sucessor no trono foi um luterano confesso.

Na Inglaterra, o rei Henrique VIII, por casar-se em secreto com Ana Bolena, desprezando a sua legítima esposa (a que foi a mãe da princesa Isabel que, mais tarde, ocupou o trono), provocou a indignação do papa Clemente VII que não aceitou essa união. Através de uma bula (1533) o papa ameaçou excomungá-lo. Isso resultou que Henrique VIII pressionou o Parlamento e esse declarou que o rei da Inglaterra e os sucessores seriam “a cabeça suprema da Igreja Inglesa”. Assim, separada de Roma, a Igreja, após uma sucessão de fatos, adotou as doutrinas pregadas pela Reforma Protestante. Entretanto conservou grande parte do ritual da Igreja Romana em suas celebrações. Ela passou a ser denominada como Igreja Anglicana, nome que preserva até hoje.

Na Escócia, desde cedo, houve manifestações protestantes. Patrício Hamiltom pregou a doutrina luterana, mas, por fim, foi queimado vivo (1528). Entretanto, a causa progrediu com John Knox que conhecera Calvino e aderira aos seus ensinos. Vindo da Inglaterra para a Escócia encabeçou a reforma nesse país, tornando-se o seu herói. Em 1560 o Parlamento escocês adotou como credo do reino a confissão de fé calvinista. A jurisdição papal sobre a Igreja escocesa foi abolida. O sistema eclesiástico elaborado por Calvino foi aplicado em todo o reino.

As ideias reformistas saíram destes países levando a outros a doutrina da Reforma. A França foi o país menos influenciado, mesmo sendo o berço de Calvino. Entretanto, nela houve, um grupo destemido denominado “os huguenotes”. Muitas pessoas desse grupo foram perseguidas e mortas. Outros fugiram do país em busca de um lugar onde pudessem manter e expressar a sua fé.


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