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Capítulo 3

O CRISTIANISMO E O IMPÉRIO ROMANO

O mundo nos dias iniciais do Cristianismo estava, totalmente, sob o domínio político e cultural do Império Romano. Ele era soberano sobre todos os povos. A absoluta lealdade à pessoa do Imperador e o sistema militar a ele sujeito preservavam a unidade do Império. Foi dentro dele que o Cristianismo começou a se expandir. Por volta do ano 100 ele estava presente na Ásia Menor, na Síria, na Grécia e em Roma, sede desse único império mundial. O cristianismo não encontrou um campo livremente aberto a ele, assim, em muitos lugares em que penetrou, teve de enfrentar variadas formas de religiões e diferentes filosofias. Contudo ele continuou avançando onde era possível. Plínio, governador da Bitínia (cerca do ano 112), escreveu ao imperador Trajano que a religião de Cristo estava afetando o culto aos deuses do Império.

Nos dias do Imperador Nero (anos 60 D.C) foi o começo das fortes perseguições. Na época em que foi escrita a primeira carta de Pedro (aproximadamente ano 90), o mero fato de se declarar como cristão era motivo para severas punições. Nero, com sua loucura, incendiou a cidade de Roma e atribui aos cristãos a realização desse fato. A resposta que os discípulos davam às perseguições e acusações contra eles era a heróica lealdade a Cristo e a alta idoneidade moral que apresentavam.

No final do primeiro século, após serem escritos os quatro evangelhos e o livro de Apocalipse, surgiram vários escritores cristãos que receberam o cognome de “Pais Apostólicos”. Eram homens preocupados em firmar a verdadeira fé cristã diante de muitas heresias que surgiam, especialmente as que tratavam da pessoa de Jesus. Entre esses Pais contam-se: Clemente de Roma, Ignácio de Antioquia, Policarpo de Esmirna, Hermes de Roma, Jerônimo e outros mais. Surgiu, também, nessa época um documento denominado: “Ensino dos Doze Apóstolos” (130-160), que retratava as condições primitivas do Cristianismo.

Os cristãos não eram bem aceitos em muitos lugares, pois se consideravam um povo separado, uma nova raça cuja cidadania não era a romana. A vida cristã era ascética e legalista. Já no ano 110, Inácio cita a existência de congregações, como as localizadas na Filadélfia, Esmirna e Roma; essas congregações eram presididas por um bispo monárquico. A razão de surgir esse tipo de governo se baseava em que, com a pessoa de um bispo coordenando as igrejas de uma região, ele seria um instrumento de oposição às diferentes heresias que surgissem. Por volta do ano 160, o episcopado monárquico tornou-se quase universal. Com isso, a igreja corria o risco de ter um governo central, acima dos bispos, sobre todas as congregações do Império, o que ocorreu mais tarde, dando origem ao governo do Papa.

Por Erasmo Ungaretti


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