[one_half]

Capítulo 5

O CRISTIANISMO NO MUNDO GENTIO

Nos anos 100 (A.D.) o Cristianismo já alcançara a Ásia Menor, Síria, Macedônia, Grécia, Roma e Egito. O forte espírito missionário e evangelístico dos cristãos espalhava a fé nos lugares em que se encontravam. Plínio, o governador da Bitínia, escrevendo a Trajano, o Imperador romano, informou-o que o cristianismo estava afetando o culto dos templos do Império. Já nesses dias os cristãos não se consideravam cidadãos do Império, se sentiam livres como um novo povo, uma nova raça, cuja cidadania era celestial; a que descera do céu e estava na terra. Era a Jerusalém celestial.

Os que ingressavam nesse novo povo precisavam abandonar a vida e a religião pagã, se arrependerem dos seus pecados dando satisfação por eles. Uma vez batizados se submetiam aos princípios cristãos que lhes eram ministrados. Eles, nas diferentes localidades em que residiam, se reuniam no primeiro dia da semana (dia da ressurreição de Jesus), quando eram lidas as Escrituras, ouviam os ensinos, cantavam hinos faziam as orações, celebravam a Ceia do Senhor Jesus e traziam as suas ofertas para os necessitados.

No Império Romano o Imperador era reconhecido como um deus. O culto ao Imperador e aos deuses pagãos era o único admitido. Os cristãos professavam que Jesus Cristo era o único Senhor de suas vidas e só a ele deviam obediência. Isso causou a ira dos diversos imperadores contra eles. Quanto mais o cristianismo se estendia dentro do Império, mais preocupação vinha ao governo romano. Inicialmente as autoridades romanas consideravam os cristãos como um ramo do judaísmo, o qual estava sob proteção legal. Foi a hostilidade dos judeus aos cristãos que chamou a atenção de que o cristianismo era uma fé diferente que se espalhava pelo Império.

Os cristãos já haviam sofrido perseguições nos dias do imperador Nero (ano 64). Mas foi no império de Trajano (117-138), Adriano (180-192), Antonio Pio (161-180) que a política contra os cristãos foi mais acirrada. Marco Aurélio (161-180) tornou as perseguições mais contínuas. Novas leis deram força redobrada contra as religiões estranhas ao Império. Sob o governo do Imperador Cômodo (180-192) o cristianismo foi tratado com mais tolerância que provinha da indiferença.

Os cristãos respondiam às perseguições apresentando uma forte lealdade à Cristo e um exemplo de um inquestionável comportamento moral. Foi nessa época que surgiram alguns homens cultos que defenderam a fé cristã com suas obras literárias. Eles foram denominados: os apologistas. Eram intelectuais reconhecidos pela intelectualidade que possuíam. Alguns deles aderiram à fé cristã outros eram apenas admiradores do cristianismo. O primeiro deles foi Quadratus que apresentou ao Imperador Adriano uma defesa do cristianismo. A ele seguiram outros: Aristides, filósofo cristão; Justino, chamado “o Mártir” que escreveu a mais famosa defesa; Taciano, Mêlito bispo de Sardes, Atenágoras cuja defesa escrita pode ainda ser encontrada hoje. Estes homens tiveram uma grande influência e, assim o Império abrandou suas perseguições.


Tags:

[/one_half]

Confira Também

Agenda 2016

Entre em Contato

Nos reunimos todos os domingos, 18 horas na rua Mali, 255, Vila Ipiranga, Porto Alegre.

E-mail: secretaria@igrejaempoa.com.br ou igrejapoasecretaria@gmail.com

Telefones:

3398-3285

3398-3284