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Capítulo 6

A IGREJA CRISTÃ NO REINADO DO IMPERADOR CONSTANTINO

Depois do intenso período de perseguições ocasionado pelos imperadores romanos, a igreja cristã, tomou uma nova direção. Após algumas batalhas, o Império Romano passou para as mãos do Imperador Constantino (cerca do ano 324. Ele reinou até a sua morte em 337). Numa noite, antes da última batalha para conquistar o trono, ele teve um sonho onde lhe pareceu ver as iniciais do nome de Cristo, com a inscrição; “Por este sinal vencerás”. Tomando isso por um oráculo mandou reproduzir o sinal da visão sobre o seu elmo e sobre os escudos dos soldados. Vencendo a batalha ele creu que o Deus dos cristãos lhe havia dado a vitória. Desde então se considerou, para todos os efeitos, um cristão. A igreja ficou livre das perseguições, mas, passou a estar sob uma forte influência do imperador. Assim, a igreja se uniu ao Estado, o que ocasionou prejuízos à fé cristã.

A política de Constantino direcionava tudo para uma só lei, um só imperador, uma única cidadania para todos os homens, uma só religião. Por um decreto o cristianismo tornou-se a religião oficial do todo o Império. Com isso a igreja cresceu nesse terceiro século, com grandes prejuízos para a autêntica fé cristã. Ela recebeu privilégios do governo. O trabalho foi proibido aos domingos passando a ser dia especial para o culto a Deus. Os sacrifícios pagãos foram restringidos, mas não descartados de todo. Foram estabelecidas leis favoráveis aos cristãos; templos foram construídos e outros, que eram consagrados aos deuses pagãos, foram adaptados ao culto cristão. Mas a nova fé imposta pelo governo a todo o império, não impediu que parte do povo continuasse cultuando os deuses do paganismo. No ano 324 um édito imperial determinou que todos os soldados do exército romano fossem batizados e integrados na fé cristã. Um prejuízo para a igreja foi, também, a mudança da capital do império de Roma para Bizâncio. Constantio a chamava de Nova Roma, mas o mundo lhe atribuiu o nome de Constantinopla [Cidade de Constantino].

A nova situação em que a igreja se encontrou, possibilitou o surgir de diferentes apostasias, sendo que a principal delas foi o “arianismo”, que deu lugar a acaloradas controvérsias sobre a doutrina na Trindade. Alguns homens, descontentes com o que ocorria na igreja, retiraram-se para o deserto, onde se dedicavam a uma vida ascética. Essas são as raízes dos monastérios que surgiriam mais tarde. Outros descontentes criaram cismas e romperam a comunhão com os demais cristãos.

Antes da época de Constantino o culto cristão era simples. Os cristãos se reuniam em casas particulares, nada de templos, não havendo qualquer cerimonial. Com a nova situação os crentes começaram a se reunir em templos, muitos dos quais foram erguidos para o culto pagão. Por influência do protocolo imperial, que queimava incenso ao culto do imperador, começou o incenso a ser usado nos cultos cristãos como uma honra prestada a Deus. Surgiu após o uso de vestimentas especiais para os guias espirituais e outras, ricamente ornamentadas, como sinal de respeito ao culto a Deus. Começaram também os processionais introdutórios ao culto. Outros rituais foram se estabelecendo, os quais eram realizados somente pelo clero, o que tornou o povo em um mero ouvinte. O problema mais grave foi que as imagens dos altares pagãos deram lugar às imagens de personagens cristãos. Assim, começou o culto a Maria, aos apóstolos e aos mártires.

Os líderes foram tomando uma posição de destaque e logo surgiu o cargo de bispo, personagem que se sobrepunha aos demais líderes em um determinado território e as suas congregações. Essa situação ocasionou, pouco mais adiante, que um bispo se tornasse acima de todos os demais bispos, o que deu origem a um governo superior sobre todos, o do Papa.


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