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Capítulo 7

O DESENVOLVIMENTO DO PODER DA IGREJA DE ROMA

No estudo anterior nós vimos que o Imperador Constantino, ao elevar o Cristianismo à condição de religião oficial do Império Romano, tornou-se a autoridade máxima sobre ela. Descontente com o paganismo e os maus costumes que imperavam na cidade de Roma, ele determinou a construção de uma nova cidade para ser a capital do Império. Esse novo local recebeu o nome de: “Constantinopla”, ou seja: a cidade de Constantino. A nova capital suplantou em tudo a cidade de Roma. Assim, começou o antagonismo entre as duas localidades. Alguém disse: “Roma fez muitos imperadores, ao passo que um só imperador fez Constantinopla”.

A mudança da administração do Império para um novo centro motivou transformações na vida do estado, e na vida da igreja. A igreja, sob a autoridade suprema do Imperador, era administrada nas diferentes localidades do Império pelos bispos. Na parte oriental do mundo eles eram denominados como: “Patriarcas”, (“Patriarcas: de Jerusalém”, da Antioquia, da Alexandria e de Constantinopla). Entretanto, o bispo de Roma manteve para ele o título que já possuía. Os homens que foram bispos de Roma sempre se destacaram como homens fortes, conceituados, mais experientes, assim, pouco a pouco, o bispado romano ganhou uma posição de maior prestígio sobre os demais bispados.

O bispo de Roma, nos dias de Constantino, diante do fato que a cidade perdera a posição de capital do Império, não querendo abrir mão da posição que possuía e, até mesmo desejoso de ampliá-la, declarou-a como a capital do Cristianismo. Isso, somado a uma tradição vigente de que o apóstolo Pedro fora o primeiro bispo estabelecido por Jesus, e que ele viera a Roma para exercer essa posição, lhe favoreceu o direito de reivindicar para si o mesmo posto ocupado por Pedro na cidade. Assim ele se considerou o seu sucessor. Isso foi o começo de algo que, em pouco tempo, se tornou oficial: a “sucessão apostólica”, ou seja: o homem que ocupa o bispado de Roma é um sucessor direto do apóstolo Pedro, o que deu, mais tarde, lugar á introdução da figura do Papa. Esse é o homem que é Soberano Senhor sobre toda igreja; posição que o torna como “único representante de Jesus no mundo”. A reforma Protestante negou, categoricamente, essa posição que a igreja assumiu.

No Concílio de Calcedônia, na Ásia Menor, ano de 451, o bispo de Roma tomou para si o primeiro lugar, deixando o Patriarca de Constantinopla em uma segunda posição. Dessa forma se preparava o caminho para um acontecimento trágico na vida da igreja: a sua divisão em: Igreja Ortodoxa (a do oriente) e a Igreja Romana (a do ocidente).

Ocorreu, nesse tempo, que o Império Romano depois de séculos de domínio sobre o mundo, e que parecia poderosamente inabalável, estava corroído pela decadência moral e política. Prevalecendo-se disso os povos bárbaros, seus vizinhos, cobiçosos das riquezas dos romanos, se lançaram sobre as suas cidades, saqueando-as e destruindo a tudo. Isso resultou no final à queda do grande, poderoso e glorioso Império Romano.

A igreja não sofreu com a queda do Império, pois o evangelho já penetrara no meio dos bárbaros e pode continuar nessa missão. Por outro lado, a igreja foi beneficiada por perder a soberania que o Estado exercia sobre ela. Ela ficou inteiramente livre para continuar a sua história. Como ela não buscou fixar-se sobre as bases bíblicas tomou um caminho inteiramente humano e pagão, abrindo um futuro nada feliz para ela.


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