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Capítulo 8

A IGREJA MEDIEVAL

Depois de vermos algo da história da Igreja Apostólica, da Igreja perseguida e do período da Igreja Imperial (sob o Imperador Constantino), veremos, agora, o período que a História Geral designa como a “Idade Média”. Esse tempo estende-se desde a queda de Roma (476 A.D) indo até a queda de Constantinopla (1.453 A.D). Período que durou cerca de mil anos. Não iremos tratar hoje sobre a Igreja oriental, governada por Constantinopla. Veremos apenas algo que mais se destaca da vida da Igreja cristã no território europeu.

O fato marcante desse período é o desenvolvimento do poder papal. Já vimos que o papa de Roma afirmava ser o “bispo universal” e chefe de toda Igreja no mundo. O crescimento do poder papal teve inicio com o pontificado de Gregório I, o Grande, e atingiu o seu apogeu com Gregório VII, mais conhecido por Hildebrando. (Notemos que desde o princípio os papas, ao serem eleitos, tomavam para si um novo nome). Gregório I teve sua atenção voltada para a conversão das nações que, na Europa, ainda se conservavam pagãs. Com a intenção de conquistar, também, o poder temporal para as suas mãos, ele invadiu as províncias ao redor de Roma e as colocou debaixo do governo da Igreja. Com isso ele preparava a conquista do poder temporal da Igreja sobre as nações. Isso se acentuou quando os papas chamaram para si a coroação de novos reis e imperadores em diferentes países.

Esse papa introduziu diversas doutrinas na Igreja, como: a adoração de imagens, o purgatório, a transubstanciação (crença de que na hora da missa o pão e o vinho se transformam materialmente no verdadeiro corpo e sangue de Cristo). Como os governos das nações européias caíam com frequência, Roma intervinha nessas situações e assim os papas fortaleciam o seu poder temporal sobre reis, príncipes e governantes. Pelo fato de que a Igreja não proporcionava a vida espiritual que muitos procuravam, o monasticismo se fortaleceu em muitos países. Entretanto, por outro lado, padres, bispos e leigos lutavam pelo poder e distinção que as posições elevadas concedem. Pelo fato da erudição da Idade Média não ter o espírito crítico, ninguém duvidava das afirmações vindas dos Papas. Assim, o poder papal ascendia.

O último papa desse período foi Gregório VII (Hildebrando), que governou a Igreja com autoritarismo. Ele reformou o clero que estava corrompido e deteve, por algum tempo, a simonia (venda e compra de posições na Igreja); exigiu o celibato dos sacerdotes (determinação já aprovada anteriormente, mas sem execução). Ele pôs fim à nomeação de bispos pelos reis e imperadores e determinou que as acusações contra sacerdotes e as questões relacionadas com a Igreja seriam julgadas por tribunais eclesiásticos. Também decretou a soberania da Igreja sobre o Estado. Excomungou Henrique IV e isentou a todos os seus súditos da lealdade para com o seu imperador.

Outro papa que demonstrou elevado grau de poder foi Inocêncio III (1198 – 1216). Em seu discurso de posse ele disse: “O sucessor de São Pedro ocupa uma posição intermediária entre Deus e o homem. É inferior a Deus, porém superior ao homem. É juiz de todos, mas não é julgado por ninguém”. Ele foi o papa com poder absoluto e independente.

Quando a Europa saía do crepúsculo da Idade Média começou a decadência do poder papal com Bonifácio VIII (1303). Ele questionou com o rei da França, Felipe o Formoso, o qual lhe declarou guerra, apoderou-se do papa e o encarcerou. Quando foi libertado ele morreu logo, de tristeza. O período de 1305 a 1377 foi denominado de “Cativeiro Babilônico”, pois, por ordem do rei da França, a sede do papado foi transferida da cidade de Roma para Avignon, no sul da França, e os papas ficaram sob o controle do governo francês. Nesse período houve muitos papas e anti-papas em vários países. Nesse tempo, o papa Gregório XI voltou a Roma e convocou o Concílio de Constança (1414), com a finalidade de solucionar a situação de ser a Igreja governada por quatro papas. O concílio depôs os quatro papas e escolheu um novo e único papa. Assim o governo da Igreja retornou a Roma.


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