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Dez anos do projeto Árabe

“Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra.” (Atos 1.8)

Que maravilhoso este tempo em que vivemos, no qual nós que, quando estas palavras foram proclamadas por Jesus, éramos os confins da Terra, hoje somos chamados a testemunhar e avivar a fé nas terras que foram o berço da civilização e dos patriarcas de nossa fé cristã.

Este é o décimo ano de nosso projeto Pontes de Amor, durante os quais temos tido a honra de trabalhar junto à igreja árabe no Oriente Médio, como parte de nosso chamado de ir pelo mundo afora pregando o evangelho e levantando adoradores, que adorem ao Pai em Espírito e em verdade.

“E entoavam um cântico novo, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo e nação.” (Apocalipse 5.9)

Desde o princípio, todos os nossos objetivos têm se cumprido. Já produzimos vários CDs, montamos um estúdio de gravação, preparamos uma equipe de produção e distribuímos alguns milhares de cópias por cerca de 20 nações árabes (até onde Deus tem nos permitido saber).

Nos últimos cinco anos, entretanto, Deus tem nos orientado a atingir de uma maneira mais impactante a liderança local, da qual adquirimos confiança e credibilidade. Para isto, Deus nos tem dado a visão de realizar encontros de adoração, oração e ensino em diferentes nações árabes, estratégia esta que nos tem aproximado da igreja nos diversos países árabes e nos tem levado a um dos pontos altos de todo este projeto e ministério: relacionamentos e alianças.

A primeira conferência foi na ilha de Chipre; a segunda e a terceira na Jordânia; a quarta e a quinta foram realizadas no Egito e este ano o Senhor nos colocou o desafio do Líbano em setembro e, novamente, do Egito em outubro.

Mais do que nunca precisamos de muita oração, pois cada vez mais o assunto segurança tem se tornado um fator de limitação de muitos projetos da igreja na região. Hoje muitas missões que trabalham no Oriente Médio têm retirado seus missionários e abortado seus projetos.

Neste décimo ano, eu tive a oportunidade de estar com o Asaph pela primeira vez no Oriente Médio, na Jordânia, onde tudo começou. Apesar de já ter estado com ele no Egito em 2005, preparando a quarta conferência entre os árabes, desta vez fui impactada não só com a realidade enfrentada pela igreja nos países muçulmanos, mas, principalmente, pelo resultado da semeadura dos CDs e, mais fortemente, das conferências de adoração.

O peso espiritual que sentimos naquela região do planeta onde apenas 1% da população é cristã só é atenuado quando nos reunimos com a igreja. É impossível não arder o coração ao ver irmãos que proclamam o evangelho com suas vidas a despeito de toda a contrariedade, intimidação e, até mesmo, perseguição. Eles são frutos de uma fé milenar, passada de geração a geração, mesmo no isolamento que muitas vezes lhes é imposto pelo islã. É tão mais fácil a proclamação do evangelho com nossos lábios e, principalmente, com nossas vidas em nosso país, que nos sentimos envergonhados ao ver a perseverança e fidelidade dos irmãos árabes.

Foram muitos os testemunhos e palavras de gratidão por termos atendido o chamado do “ide” e por termos nos disposto a investir em uma parte da igreja tão esquecida pelo mundo. As conferências trouxeram revelação aos líderes, que ao retornarem às suas igrejas locais já não eram mais os mesmos. Traziam em si a alegria incontida do coração de um adorador. Foi como uma onda que se espalhou pelos diversos grupos denominacionais na Jordânia, trazendo uma unidade nunca antes experimentada pela igreja.

Estivemos também na Síria, na cidade de Damasco (lugar da transformação do apóstolo Paulo), no bairro cristão, onde o que resta da igreja está confinado. Lá soubemos que a igreja, que está decrescendo, tem tido a oportunidade de voltar a crescer ao evangelizar através de obras de misericórdia aos milhares de Iraquianos que ali se refugiam. Naquele país de grande pobreza social, os líderes nos pediram uma conferência no próximo ano.

Fomos, então, para o Líbano, o único país árabe cristão. Lá nos deparamos com imagens, idolatria e muita destruição. Aquela que seria a porta de liberdade para o cristianismo tornou-se a proclamação de uma religiosidade supersticiosa e conivente com um país de moralidade comprometida. Somado a isto, a instabilidade política pela presença de palestinos radicais nos campos de refugiados e os constantes postos armados de checagem de passaportes espalhados por Beirute tornam aquele país uma espécie de “bomba-relógio”.

Mas, sabem o que encontramos? Um seminário que prepara pastores e líderes provenientes de todo o mundo árabe. Gente que há muito tempo já tirou os olhos de si mesmo e vive para orar, jejuar e pregar o evangelho em meio a toda esta realidade. Passamos três dias preparando a conferência e nos reunindo com líderes de vários grupos, missões e denominações. Ao sairmos do Líbano, vimos mais uma vez a mão do Senhor a nosso favor, pois a fronteira do Líbano com a Síria fechou minutos após nossa passagem, por haver estourado mais uma guerra entre radicais palestinos. No dia seguinte, uma bomba foi detonada na parte cristã da cidade, matando nove pessoas, bem junto ao local onde estivemos reunidos.

Ao retornarmos à Jordânia, ministramos na igreja Aliança, onde Asaph trouxe a palavra e encontramos amados brasileiros que têm pago o preço de permanecerem naquele país, por amor ao Senhor.

Deus tem alargado nossa tenda e nossos corações e tem nos dado intrepidez para realizarmos esta obra na certeza de estarmos fazendo a missão certa, na hora certa do Pai.

Orem por este projeto.

No amor do Pai,
Asaph e Rosana Borba


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