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Entrevista com Erasmo Vurlod Ungaretti – 27/09/1927

Como foi sua infância e como conheceu Jesus?

- Eu sou filho de Adolpho M. Ungaretti e de Luiza Vurlod Ungaretti. Nasci na cidade de Alegrete, RS, na casa pastoral da Igreja Metodista, onde meu pai era pastor. Ambos, Gelsa e eu, somos filhos de pastores metodistas. Ela, do pastor Accacio Goulart e Emery Araujo Goulart. Minha formação escolar, desde minha alfabetização aos seis anos de idade, no Colégio União em Uruguaiana, até o curso de Teologia, em São Paulo, foi feita em educandários metodistas. Aceitei Jesus como meu Senhor e Salvador aos oito anos de idade, em uma série de pregações de um pastor pentecostal norte americano: George W. Ridout, feita no templo metodista na cidade de Santa Maria, RS.

 

Como sucedeu seu chamado ministerial?

- O ambiente familiar em que fui criado era bastante piedoso, voltado para as atividades da igreja. Quando menino, algumas vezes acompanhava meu pai nas viagens que ele fazia dando assistência às congregações que, também, estavam sob o seu cuidado pastoral, nos municípios vizinhos. Fiz o curso ginasial em Passo Fundo, onde participei de um grupo de aspirantes ao ministério pastoral. Aos domingos à tarde, colaborávamos no trabalho da Escola Dominical, nas “capelas”, em diferentes vilas da cidade. Ser pastor foi um desejo que sempre esteve presente no meu coração.
Que circunstâncias o levaram a uma renovação espiritual, depois de anos como pastor?

- Quatro anos antes de completar os vinte e cinco anos de trabalho pastoral na Igreja Metodista, numa noite de domingo, após os muitos afazeres do dia, ao deitar, eu orei: “Senhor, eu estou extremamente exausto, pois corro a semana inteira atendendo distintas atividades que tenho. Atendo a congregação (composta de cerca de trezentos membros arrolados), a direção do Seminário, a assistência pastoral a dois colégios e à escola primária da paróquia, o programa semanal feito na Rádio Gaúcha, viagens e outros encargos regionais e gerais da Igreja e solicitações que me eram feitas, vejo que só mantenho a congregação sem ver o seu crescimento”.  Algumas semanas após me foi oferecida uma bolsa de estudos, por um ano, na Universidade de Neuchâtel, na cantão do mesmo nome, Suíça. Assim, Deus providenciou para Gelsa e eu um verdadeiro ano sabático. Quando estávamos para retornar ao Brasil eu orei: “Senhor, eu não gostaria de voltar e continuar naquele ativismo que eu tinha, desejo algo novo”. Foi quando uma senhora cristã me emprestou dois livros que me impressionaram: “Vai, diz o Espírito” do pastor David Duplessi” e “O Espírito Santo e tu” em que o pastor anglicano Denis Bennett, narra a sua experiência com o Espírito Santo. Ao terminar de ler esses livros, orei: “Pai, eu quero ter a experiência que esses homens tiveram”. Qual não foi a minha surpresa, ao retornar a Porto Alegre, saber que o Moysés, meu colega de pastorado por muitos anos, havia sido batizado no Espírito Santo em uma reunião de oração que se realizava na capela do Colégio Americano. Dias após, sozinho no templo, às quatro horas da manhã, eu tive essa mesma experiência. Deus é bondoso, como o louvo por tão preciosa dádiva.
Que obras do Espírito Santo mais o marcaram nesta nova aventura de fé?

- O primeiro resultado foi ter a experiência do Espírito Santo residindo em mim. Em meu curso de teologia o Espírito Santo era pouco mencionado. Eu possuía, apenas, um conhecimento intelectual sobre ele. Na madrugada de 18 de outubro de 1973 eu o conheci pessoalmente e ele veio habitar em mim e eu nele! Ele fundamentou fortemente a minha fé em Deus e em Cristo; fui liberto do liberalismo teológico e passei a crer, incondicionalmente, em todas as verdades que estão na Bíblia.
O que deseja dizer à amada igreja de Cristo após tantos anos de serviço?

- Amados irmãos: Tenhamos uma clara consciência de que somos o povo escolhido de Deus e da nossa responsabilidade de representá-lo na sociedade em que vivemos. Que todos vejam em nós a presença de Jesus e a visível expressão do fruto do Espírito Santo em nosso viver de cada dia. Lembremos sempre que Deus responde às orações da fé. Amém.


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