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Entrevista com Otocar Wondracek

Como foi sua infância e como conheceu Jesus?

Tive infância. Nasci no Hospital Moinhos de Vento em 1954. Meus pais vieram do interior.Tenho origens tchecas, como diz meu nome, lituanas e alemãs, essa a mais forte. Cresci num lar cristão, minha família congregava na Igreja Batista de origem alemã, que pertencia a uma convenção de igrejas, cuidadas pelo meu bisavô no fim do século XIX, quando veio ao Brasil, chamado pelos imigrantes alemães do RS para essa função. Vieram para Linha Formosa, onde até hoje temos casa e muitos de vocês conhecem.

Minha mãe e meu tio, pai do Manfredo, caseiro na chácara, nasceram lá.

Eu fui o filho do meio entre cinco irmãos. Aprendi a repartir e esperar minha vez. Meu pai foi mestre-de-obras, daí minha veia pela arquitetura, que mais tarde cursei. Meus primeiros nove anos de escola foram no Pastor Dohms, morava onde moro hoje. Depois três anos no Colégio Batista. Dali fui para UFRGS. Joguei voleibol no G. N. União. Alemão foi minha língua na infância, a natureza minha paixão. Colecionava borboletas, besouros e cobras. Aprendi a pescar e gostar de pássaros. É possível sobreviver sem jogos eletrônicos.

“Quando contemplo as obras de teus dedos, Senhor, quão magnífico em toda terra é o teu nome.” Sl 8.3 e 9

No início de 1965 ouvindo uma palavra sobre nossa entrega ao Senhor Jesus, eu decidi segui-lo, até porque sempre ouvia suas histórias e em casa meus pais sempre liam a Bíblia conosco. Em 28 de novembro daquele ano fui batizado, há 46 anos.

Durante a adolescência foi a luta para confirmar esta decisão, e Jesus venceu. No verão de 1986 Deus nos levou a uma vida abundante no Espírito Santo. Agora estava casado e andamos juntos nesta experiência, a Tiane e eu. Nosso querido Erasmo nos ajudou muito no que antes não nos estava revelado. Um ano mais tarde estávamos já conquistados pelo amor de nossos irmãos aqui e desde lá congregamos nesta comunidade.

Desde o primeiro dia de minha conversão até hoje continuo conhecendo Jesus e ainda amo meus irmãos batistas, eles nos abençoaram. Conhecer Jesus ainda faz parte da minha vida, porque quero chegar à medida da estatura da plenitude de Cristo. Ef 4.13

Como sucedeu seu chamado ministerial?

Quando adolescente, uma vizinha nossa, convertida, sempre me dizia: “Tu vais ser pastor”. Não queria isso, pelos modelos tradicionais que tinha ao meu redor e também porque era introvertido. Fui ser arquiteto. Na profissão não me vinculava a nenhuma empresa para poder ser livre nos horários e servir melhor na vida da igreja. Ser autônomo é o melhor aprendizado de disciplina e dependência de Deus.
Em 2001 surgiu uma oportunidade numa empresa de renome. Balancei, tinha uma casa com três filhos para sustentar. Fui falar com o Rogério, com quem estava vinculado, para ouvi-lo. E ouvi: “Espera!”. Não sabia que estava tudo pronto para ser chamado ao diaconato e que aquela empresa ia falir. A igreja de Jesus tem muito mais renome. Cinco anos depois, Deus me chamou ao encargo no qual estou hoje, agora com bons modelos ao meu redor.
“O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do Senhor.” Pv 16.1

O que deseja dizer à amada igreja de Cristo após tantos anos de serviço?

Creio que estamos no fim dos tempos, mas como nos tempos de Noé, comiam e bebiam, casavam, trabalhavam, olhando para as coisas ao seu redor; não perceberam a chegada do dilúvio, já profetizado. Assim também será a vinda do Filho do Homem e o céu e a terra vão passar, mas a vinda do Senhor é certa. Quero encontrar todos vocês na arca da salvação. Mt 24.36-39


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