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Minha mãe é um super-herói

Agora que sou pai, vejo a criação de filhos de um novo ângulo. Percebo como o cuidado de uma criança demanda um esforço quase sobrenatural! Começa com a chegada de um bebezinho totalmente dependente dos pais. Ele não sabe nada, não faz nada, não sobrevive sem os pais. Aliás, ele sabe uma coisa sim, chorar. E como esse mecanismo é eficiente! Vocês nem imaginam!

Nas primeiras semanas após a chegada de um serzinho tão frágil, os pais podem esquecer sua rotina diária. Nada mais será como antes. Essa história de dormir à noite e ficar acordado durante o dia deixa de existir. Esqueça! O filho é quem manda! Ele que diz quando devemos acordar e dormir. Toda sua vida deve ser replanejada. Tudo que fizer, após sua chegada, deve ser programado pensando primeiro no bebê: lazer, compromissos profissionais, viagens, etc.

Agora eu me vejo em uma dificuldade ainda maior com o nascimento do segundo filho, pois preciso cuidar ainda mais deste recém nascido, mas sem esquecer do outro, que também precisa de nossa atenção. Às vezes, é preciso se desdobrar em dois para poder suprir as necessidades de cada um.

Agora pensem no inimaginável! Minha mãe teve oito filhos! Isto mesmo, oito!

Fico pensando em como seria minha vida cuidando de oito filhos e todos nascidos um atrás do outro, com intervalos de, no máximo, dois anos entre um e outro. Sinceramente não sei. Acho que é algo impossível!

Mas minha mãe conseguiu o impossível. Lutou, guerreou contra a lógica, contra suas fraquezas, não considerou suas necessidades maiores do que a dos filhos. Se há algum exemplo de abnegação e altruísmo em que eu possa me espelhar neste mundo, este exemplo é minha mãe. Não há como pensar em uma mulher cuidando de si mesma com a responsabilidade de cuidar de oito filhos.

Ela realmente não tinha tempo para si mesma.

A isto acrescentamos um marido (e pai) ausente na maioria do tempo. Meu pai vivia viajando e, quando estava em casa, queria ser servido como todo marido daquela época. Tenho uma irmã mais nova que eu e não lembro de ver meu pai trocando suas fraldas ou dando mamadeira. Não posso afirmar, mas provavelmente ele não o fazia com os outros também.

São tantas e tantas coisas: apartar brigas, dividir brinquedos, dar banhos, levar para a escola, preparar comidas, matar piolhos, ouvir choros, tirar dúvidas da adolescência, preocupar-se quando chegam tarde em casa, saber onde está cada um, etc, etc, etc… E tudo isto sozinha, sem a ajuda de uma babá ou empregada para auxiliá-la.

Pensando em tudo isto, descobri uma coisa: minha mãe é um super-herói! Sim, agora sei o que é um super-herói. Um super-herói não precisa de capa e nem sai voando por aí para salvar o mundo. Um super-herói não tem superpoderes mas vive como se tivesse. Esses heróis dos quadrinhos não chegam nem aos pés de minha mãe. Tenho certeza que com apenas quatro ou cinco filhos já teriam desistido do ofício, teriam abandonado seu lindo uniforme reluzente. Mas minha mãe não. Ela foi até o fim, e estamos todos aqui, criados e criando a nova geração. Podemos ser chamados de heróis por criar um filho ou dois neste mundo hostil, mas não de super-heróis. Super-herói é minha mãe, a Dona Irene!

Escrevi estas linhas para cumprir o mandamento de Deus, de honrar minha mãe. E também em reconhecimento e gratidão por todos estes anos em que ela me serviu com dedicação e amor. Obrigado, mãe.
Seu filho, Eduardo (o Dudu)

(Sei que a maternidade é um dom precioso de Deus e que Ele dá uma graça especial para aquelas que ocupam esta tarefa. Por isto, não cesso de agradecer a Deus por ter concedido a minha mãe uma capacitação sobrenatural para cuidar de nós. Nosso Pai bondoso cuidava de todas as coisas junto com minha mãe. Hoje ela sabe que sem Ele nada podemos fazer, e sem Ele nada do que foi feito se fez. E coisas mais maravilhosas que ainda fará!)

(Eduardo Pires e sua esposa Rosângela congregam, já alguns anos, com a igreja em Recife. D. Irene congrega na igreja em P.Alegre, com alguns de seus filhos.)


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