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Não ultrapasse a cerca!

Quantos já ouviram falar da parábola dos quatro animais? Pois estavam um pato, um coelho, um esquilo e uma águia na mesma escola e lá, todos os quatro, foram forçados a entrar no mesmo currículo de correr, nadar, escalar e voar.

O pato, um excelente nadador, feriu os pés aprendendo a correr, o que causou-lhe prejuízo(ficou na média) em outras matérias, mesmo na sua especialidade, a natação.

O coelho começou como grande corredor, mas todo o seu esforço na natação levou-o a um esgotamento, deixou-o com contrações nos músculos das pernas o que o tornou muito vagaroso e com um desempenho apenas médio na corrida.

O esquilo, escalador excelente, frustrou-se na sua classe de vôos, sofreu extenuação e acabou obtendo apenas notas medíocres nas demais matérias, incluindo a escalação.

A águia era capaz de bater todos os outros nas classes de escalação usando seu método tão particular de vôo. Mas, ao ser forçada a usar suas asas para escalar como os demais, arruinou algumas de suas penas, ficando impedida de voar com habilidade.

Por serem forçados a cumprir todos o mesmo currículo cada animal teve suas habilidades diminuídas, pois tiveram de fazer coisas que não eram para eles, e por isto ninguém se destacou em nada, ficando todos no mesmo nível de mediocridade.

Como os animais na parábola, nós, na igreja, temos sofrido as mesmas frustrações, tornando-nos fatigados e medíocres, e por uma mesma razão: não temos reconhecido a verdade que cada pessoa não somente possui dons especiais, mas também limitações especiais que devem ser observadas.

Mesmo que citemos as palavras de Paulo sobre o corpo de Cristo com muitos membros e várias funções, nós apenas enunciamos a metáfora sem dela aprender a lição. Não somente falhamos em reconhecer as habilidades únicas que Deus dá a cada pessoa que ele chama; também falhamos em ver que, junto com estes dons peculiares, cada um de nós tem, também, uma esfera de limitações que devemos reconhecer em nós próprios e em cada um.

Reconhecendo nossos limites

Muitos cristãos não estão acostumados com a idéia de reconhecer que possuem certas limitações e fraquezas. Podemos até achar que é pecaminoso ou algo nada espiritual ter que admitir isto. Por isso, podemos ficar surpresos quando lemos o que Paulo escreveu aos coríntios: “De tal cousa me gloriarei, não porém de mim mesmo, salvo nas minhas fraquezas(2 Co 12.5).”

Muitos de nós certamente não iríamos admitir nossas fraquezas, e muito menos nos gloriar de nossas fraquezas. Em vez disto, queremos conservá-las bem escondidas e fora da vista dos outros.

Mas de que tipo de fraquezas Paulo está falando aqui? Não creioo que seja de nossos pecados, pois aqui Paulo está falando de fraquezas no contexto do “espinho na carne.” Acho que ele está falando de nossas limitações. Colocado de modo mais simples,

Paulo quer realçar um fato:
Existem algumas coisas que não podemos fazer. Mas você diria: “Filipenses 4.13 diz que eu posso fazer tudo através de Cristo. Admitir que eu sou limitado seria um pecado!” Aplicado erradamente, esta crença pode ser apenas um eco da atitude humanista que prevalece em nossos dias: “Eu não tenho limites. Eu faço qualquer coisa que eu determino em minha mente a fazer.” Corretamente aplicado, entretanto, eu creio que Paulo quis comunicar por esta palavra o seguinte: “Eu posso fazer todas as coisas que o Pai exige de mim através de Cristo que me fortalece.” Se o Pai exige algo de mim, eu posso fazê-lo, e Ele me ajudará a fazê-lo. Mas se Ele não exige isto de mim, então eu estarei indo além do que eu posso ou devo fazer.

Esfera, limitações, medida

Nós podemos ser tentados a perguntar: o apóstolo Paulo não podia fazer todas as coisas? Não era ele um poderoso homem de Deus com todos os ministérios funcionando em sua vida? Por que não demos uma olhada no que ele disse aos coríntios sobre a extensão de seu ministério:

“Nós, porém, não nos gloriaremos sem medida, mas respeitamos o limite da esfera de ação que Deus nos demarcou e. que se estende até vós. Porque não ultrapassamos nossos limites como se não devêssemos chegar até vós, posto que já chegamos até vós com o evangelho de Cristo; não nos gloriando fora de medida nos trabalhos alheios, e tendo esperança de que, crescendo a vossa fé, seremos sobremaneira engrandecidos entre vós, dentro da nossa esfera de ação, a fim de anunciar o evangelho para além de vossas fronteiras, sem com isto nos gloriarmos de cousas já realizadas em campo alheio.” (2 Co 10.13-16)

Paulo diz aqui que lhe foi designada uma esfera, isto é, uma área limitada de ministério. Quantos de nós desejam crer nisto?

Telmo Weber


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