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Palavra de estímulo aos solitários

Um velho judeu norte-americano perdeu sua esposa e ficou sozinho em sua cidade. Sentindo uma grande necessidade e, por tradição, valorizando os laços familiares, ele não ficou lastimando a sua sorte até à morte. Ele foi criativo. Pôs um anúncio no noticiário local oferecendo “para adoção: um avô”! Deus honrou seu desejo e, pouco tempo depois, o jornal publicou uma foto do ancião felizardo ao lado de sua nova família – um casal jovem com vários filhos – todos sorridentes.

A meta de Deus, como era a daquele velho judeu, é que o solitário vivia em família. Diz o salmista Davi: “Pai de órfãos e juiz de viúvas é Deus no seu santo lugar. Deus faz com que o solitário viva em família (Salmo 68.5,6a).

Deus, ao criar a igreja e habitá-la pelo seu Espírito, formou uma grande família espiritual. A igreja participa da essência da Trindade, que mesmo sendo o Deus único, desde a eternidade habita em família: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Esta verdade tão sublime, porém como muitas outras da palavra de Deus, tem que ser aprendida e vivida na prática pelo conjunto de discípulos em cada lugar na igreja.

Descrevendo o futuro juízo das nações, “as ovelhas e os bodes”, Jesus mostrou claramente a bênção reservada para as nações que satisfaziam a fome dos famintos, saciavam a sede dos sedentos, hospedavam os forasteiros, vestiam os desnudos e visitavam os enfermos e os presos. Ele concluiu dizendo: “Quando o fizestes a um destes pequeninos, a mim o fizestes” (Mateus 25.31 a 40). Estas são todas as funções da igreja de Deus.

A verdade é que a maioria das pessoas chega à igreja e ao reino de Deus mediante muitas tribulações (Atos 14.22). Quantas mulheres e crianças desamparadas chegam à igreja para buscar amor, ajuda e nova esperança! Quantos enlutados vêm para achar consolo e auxílio no traçar de um novo futuro! Quantos enfermos, idosos e pessoas com sérias desabilidades buscam a cura, o aconchego, o carinho, e a aceitação entre a irmandade cristã! Não é sem razão que o salmista Davi continua: “Deus liberta aqueles que estão presos em grilhões” (v. 6b).

Na casa de Deus, os solitários de outrora recebem libertação das suas amarras de terror, de ressentimento e amargura, de desejo de vingança, de solidão, depressão, de desprezo, de enfermidades.

Alguns solteiros da Bíblia

A Bíblia está repleta de histórias verídicas de pessoas que venceram grandes obstáculos e, com ardente amor e gratidão para com Deus, cumpriram plenamente seu destino e serviram a Deus com todo o esmero. Com cerca de 100 anos de idade (“hiper-solteirona” para as pessoas de hoje), a profetisa Miriã participou do glorioso êxodo do povo hebreu e da libertação da escravidão do Egito. Mesmo com sua idade avançada, ela tomou o tamborim e liderou todas as mulheres numa canção e dança de vitória lá do outro lado do Mar Vermelho. Seu nome na Bíblia, contrário ao costume daqueles tempos, ficou registrado ao lado de seus irmãos Moisés e Arão como vulto importante da nação de Israel (1 Crônicas 6.3, Miquéias 6.4).

Daniel e seus três colegas, Hananias, Misael e Azarias, eram jovens nobres de Israel. Séculos depois dos tempos de Moisés, eles viram a terra prometida assolada por causa do pecado do povo. Seus entes queridos foram mortos ou, como eles, desterrados para o país longínquo da Babilônia. Escravos e castrados forçosamente, anulando qualquer possibilidade de casar-se e deixar uma descendência, eles tinham toda a razão de assentar-se junto aos rios de Babilônia e chorar amargamente, pendurando suas harpas nos salgueiros (Salmo 137). Todos eles, porém, receberam tanta graça de Deus naquela terra idólatra, que chegaram a ver a conversão do mais poderoso imperador do mundo, o rei Nabucodonosor (Daniel 4.37). Eles presenciaram também a ascensão dum reino após a queda da Babilônia, que foi usado para enviar os judeus de volta para Jerusalém, nos tempos do rei Ciro (Esdras 1.1-5; Daniel 9.1,2).

Com estes e outros milagres, eles provaram a promessa do profeta Isaías de que os eunucos que abraçassem a aliança de Deus teriam um lugar e um nome “melhor do que o de filhos e filhas, um nome eterno que nunca se apagará” (Isaías 56.3b-5). (Quantos meninos hoje levam o nome de Daniel!)

Já em tempos do Novo Testamento, uma mulher atormentada chegou-se aos pés de Jesus. Ela foi liberta de sua vida pecaminosa e dos sete demônios que a amarravam. A resposta dela foi de muito amor ao seu Senhor. Certa vez, quando Jesus reclinava-se à ceia na casa de Simão, ela entrou, lavou os pés dele com suas lágrimas, enxugou-os com seus próprios cabelos, beijou-os e derramou ungüento (Lucas 7.37,38). Ela foi privilegiada por poder estar entre os primeiros a ver o Salvador ressurreto no jardim das Oliveiras (João 20.10-18).

Maria, a própria mãe de Jesus, que já era viúva, após ver a dolorosa cena de seu Filho e Senhor morto na cruz, não se entregou ao desespero. Ela estava lá no cenáculo no dia de Pentecostes, quando o Espírito Santo desceu. Mais tarde, cheia do Espírito, ela acompanhou João, o apóstolo, na sua missão à igreja de Éfeso e lá serviu a Deus até sua morte.

Não podemos deixar de citar o amado Paulo que, de perseguidor da igreja, passou a ser proclamador do evangelho que liberta e teve um ministério tão abrangente que, além de percorrer toda a Ásia Menor, visitou alguns países da Europa, como a Itália e a Espanha (Atos 28, Romanos 15.24), implantando igrejas por onde quer que passasse. Dificilmente um homem assim podia ser casado, pois ele mesmo falou daqueles que, como ele, consagraram-se desimpedidamente ao Senhor (I Coríntios 7.5).

O salmista encerra suas palavras com uma advertência: “… mas os rebeldes habitam em terra seca” (Salmo 68.6a). Todos os personagens já citados fizeram uma escolha. Eles optaram por viver alegremente no meio da família de Deus, ser livres dos grilhões do temor, da solidão, do desespero, da amargura, da desilusão e dos vícios. Todos viveram uma vida plena, bebendo das águas tranqüilas e comendo dos pastos verdejantes providos pelo bom Pastor. Eles foram testemunhas das maravilhas de Deus e participantes de eventos extraordinários da história do povo de Deus.

Que contraste com aqueles que ficavam sempre às margens do reino de Deus, como espectadores, ou pior, como rebeldes à vontade plena do Pai! Suas vidas, como indica o salmista, foram ressequidas, vazias e oprimidas.

Permaneceram alienados da fartura e riquezas que há na igreja de Cristo e no serviço de Deus (Efésios 1.18; 2.6,7; Colossenses 1.27).

(Contribuição da irmã Mary F.B. Hemmons, que congrega na igreja em Porto Alegre, viúva do missionário Arthur Hemmons).


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