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CARTA PARA A NOIVA

 

O livro de Apocalipse é conhecido por ser o relato profético dos fatos do fim. E foi o próprio Senhor Jesus que ditou para João “as coisas que em breve devem acontecer” (1.1). Porém, antes desse relato, Jesus diz a João que aquela revelação seria bênção para aqueles que estivessem dispostos a ler, ouvir e guardar “as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo” (1.3).

Por isso, antes de descrever a destruição das coisas presentes e a criação de novos céus e nova terra, o Senhor Jesus escreve para a sua igreja, a sua noiva, o povo que vai habitar para sempre com ele na Nova Jerusalém, para que, quando ele vier buscá-la, a noiva esteja pronta e todos os que foram comprados pelo seu sangue possam usufruir dessa maravilhosa comunhão pela eternidade.

 

Estes primeiros capítulos de Apocalipse, que chamamos aqui de “cartas para a noiva”, consiste em 7 mensagens endereçadas a 7 igrejas localizadas na Ásia Menor. Mas há quem diga que a mensagem do Senhor, além de descrever a situação daquelas 7 igrejas no final do primeiro século, também se dirige à igreja como um todo, em todos os tempos e em todos os lugares.

 

Assim, aquilo que Jesus disse a João no primeiro capítulo serve para nós: bem aventurados seremos se ouvirmos e aplicarmos na nossa vida a mensagem às 7 igrejas.

 

Nesse sentido, muito já se falou sobre a perda do primeiro amor, na igreja de Éfeso; ou sobre a soberba e cegueira da igreja de Laodicéia; a persistência e coragem de Esmirna; ou a aparente fraqueza de Filadélfia, que é elogiada pelo seu amor e intimidade com o Mestre, o que lhe garante uma porta sempre aberta de comunhão com Ele. Mas há um alerta importante na carta à igreja em Pérgamo (2.12-17) que queremos destacar.

 

Nela o Senhor avisa à igreja, entre outras coisas, sobre o risco da doutrina de Balaão, que ensinava Balaque a armar ciladas diante do povo de Israel. Mas quem foram Balaão e Balaque? E que doutrina é esta, a respeito da qual o Senhor nos diz que devemos vigiar para não cairmos no mesmo erro de Israel?

 

A história dos dois é descrita nos capítulos 22 a 24 do livro de Números. Balaque, rei de Moabe, estava com medo da presença de Israel na sua terra, pois tinha visto o que havia acontecido a outros povos que lutaram contra Israel. Então ele propôs pagar Balaão para que este amaldiçoasse a Israel. A tentativa de Balaque foi infrutífera, pois Balaão foi impedido por Deus. Ele acabou abençoando ao povo de Israel e a profecia de Balaão é uma das mais importantes profecias do Antigo Testamento. Porém, o ataque não parou por aí. Sabedores que não poderiam tocar no povo enquanto este estivesse sob a proteção de Deus, Balaão e Balaque usaram um tática diferente, que está descrita em Números 25.1,2 e 31.16.

 

O que temos a aprender com essa situação e por que o Senhor Jesus fez este alerta?

 

Me pergunto como o povo de Israel, sabendo que os Moabitas queriam a sua destruição, começaram a se relacionar com aquele povo? A Palavra diz como isso acabou, mas a questão é “como começou?”.

 

Talvez tenha sido a ideia de que, fizessem o que fizessem, o Senhor os estaria protegendo. De fato, o Senhor sempre os guardou de todo o mal, exceto nos momentos em que Israel, por sua própria vontade, saiu de debaixo do governo de Deus. E tudo começou com uma atitude como esta: pequenas aberturas, pequenas misturas que levaram a concessões maiores, até que todo o povo estava sacrificando a ídolos estranhos.

 

Podemos cair no mesmo erro? De acordo com o alerta de Jesus, sim.

 

Em Romanos 8.31-39, Paulo faz várias afirmações que nos dão segurança: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?”; “Quem nos separará do amor de Cristo?”. E é categórico ao dizer que “nenhuma criatura pode nos separar do amor de Deus…”, mas o segredo vem logo depois: “… que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”. E em Cristo Jesus, nosso Senhor, não há misturas, nem concessões à carne ou ao mundo.

 

O alerta de Jesus a igreja em Pérgamo é também um alerta para a noiva nesses dias do fim, pois vivemos onde está o trono de satanás. A estratégia do nosso inimigo não mudou. Ele não pode nos separar do amor de Deus se nos enfrentar frontalmente. Mas seus métodos envolvem aquelas coisas que agradam nossa carne e nos afastam do Senhor. Isto, sim, pode trazer dano à nossa fé e ao relacionamento com O Santo de Deus.

 

Devemos ser corajosos e dizer não às misturas, sem concessões à carne e ao mundo, mas muita santidade e consagração. Em breve Jesus virá para nos buscar. Quem tem ouvidos ouça o que o noivo diz, com muito amor, para a sua amada igreja.

 

(José Gustavo Miranda)

 

 


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